Hitman na GOG.com não é DRM-free (e como se define review bombing?)




Os jogos antigos da série Hitman já estão presentes na loja da GOG (antiga Good Old Games) faz um certo tempo. E como muitos já devem saber, a loja criada pela CD Projekt RED, distribuidora de Witcher e Cyberpunk, começou com a venda de jogos antigos com a promessa de que esses jogos poderiam rodar em máquinas recentes sem qualquer tipo de GDD, a gestão de direitos digitais (em inglês DRM) que antigamente era feita através dos discos e hoje é feita através de uma chave de ativação vinculada a um software ou mesmo a necessidade de conectividade com a internet para seu uso (como Battle.net e Denuvo).


No entanto, a trilogia mais recente da IO Interactive não fazia parte do catálogo... até semana passada. O primeiro jogo Hitman – Game of the Year Edition chegou com desconto de 70% e uma enchurrada de análises negativas. Ele é atualmente o jogo com mais análises negativas de toda a franquia dentro da GOG, o motivo? Ele inclui uma forma de GDD e portanto não é DRM-Free.



Boa parte das análises de usuários reclamam da mesma coisa. Quase todos os recursos relevantes do jogo precisam que o jogador esteja conectado à internet. Hitman exige uma conexão mesmo fora de atividades online (placares de líderes, eventos limitados, e contratos criados por usuários), ele também pede isso para sua progressão de domínio. Sem esse recurso o jogo se torna impraticável, pois a base fundamental dele é permitir aos poucos que o jogador comece em lugares diferentes, tenha itens diferentes e assim possa concluir as fases com métodos variados.


A ofensa mais grave é o fato de ter uma barra descritiva ao lado do produto na loja dizendo "Sem DRM. Não requer ativação ou conectividade para jogar." Uma gerente-chefe de comunidade da GOG, Chandra (Gabriela Siemienkowic) agradeceu por levantarem a questão mas também disse que não vão tolerar "review bombing" e que essas publicação serão removidas. Review bombing é a prática de superlotar o quadro de análises de um jogo com o intuito de reduzir a pontuação geral dele como forma de prosteto da comunidade gamer.


Lojas como o Steam por se preocuparem com esse tipo de prática já criaram métodos para mitigar análises negativas. E apenas vimos uma instância de bombardeio de análises positivas com Assassin's Creed Unity após a Ubisoft ceder as pesquisas de campo de Notre-Dame e uma doação milionária. Na época nada foi feito por que os funcionários não sabiam dizer se isso se enquadrava como bombardeio e a verdade é que é possível escrever qualquer besteira junto de uma análise positiva que é tranquilo. Entretanto, com análises negativas o buraco é mais embaixo, dois pesos duas medidas.


Sendo assim alguns usuários no fórum da GOG se preocuparam de que isso seria uma forma de censura para calar suas reclamações. As diretrizes de resenhas assegura por outro lado que análises com reclamações esclarecidas de insatisfações por exemplo de "recursos internos, mecânicas de jogo ou jogabilidade" do produto são permitidas.



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